Visitando os famosos baobás de Botsuana a partir de Gweta

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Outra beleza que desponta volta e meia no caminho de quem viaja pela África é o Baobá. Esta árvore enorme e muito expressiva não é encontrada em muitos lugares pelo mundo. E alguns dos baobás de Botsuana estão entre os maiores e mais antigos do mundo!

O passeio pelos pans que comecei contando no post anterior, continuava com uma visita aos 2 mais famosos baobás de Botsuana: o Chapman’s Baobab e o Green’s Baobab. Ambos estão na região do Makgadikgadi Pan, mais precisamente no Ntwetwe Pan.

+ OS PANS EM BOTSUANA

Existia uma antiga rota comercial utilizada pelos exploradores europeus, incluindo David Livingstone. Como já contei, Livingstone foi o primeiro europeu a visualizar as Cataratas Victoria. E nesta sua grande viagem de descobrimento, ele passou pelo centro do Ntwetwe Pan. E claro, na região onde estão os dois famosos baobás de Botsuana.

+ LIVINGSTONE, NA ZÂMBIA

Estes dois baobás são desde aquela época muito marcantes e por estarem isolados, chamavam a atenção. Desta forma, eles serviram por séculos como marco para os viajantes.

E foi para conhecer estes dois famosos baobás de Botsuana que seguimos.

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Chapman’s Baobab

 

O  primeiro baobá que ficava no nosso caminho era o Chapman’s Baobab. Este imenso baobá é um dos símbolos de Botsuana e uma das árvores mais antigas da África. A árvore tem a fama de ter entre 4.000 e 6.000 anos de idade. E, graças aos seus sete troncos, recebeu o apelido de Sete Irmãs (Seven Sisters).

Este baobá foi nomeado pelo pesquisador e explorador sul-africano James Chapman, em 1861. Isto aconteceu quando ele estava passando na região em uma expedição com seu irmão Thomas Baines.

Baobás de Botsuana Chapmans baobab

Esta árvore linda e enorme árvore tem cerca de 25 metros de circunferência em sua base. Isto faz do Chapman’s Baobab o segundo maior baobá do mundo, sendo só menor que o Sunland Baobab, que está em Limpopo, na África do Sul. O Sunland Baobab tem uma circunferência de 46,8 metros. Os baobás incham com a água da chuva, isto faz com que as medições de seus troncos sejam difíceis, pois mudam muito de época para época.

Baobás de Botsuana Chapmans baobab

Baobás de Botsuana Chapmans baobab

A árvore tem muitas referências documentadas nos jornais e cartas de viajantes estrangeiros que exploraram a região ao longo dos séculos. Inclusive, muitos dos quais, deixaram inscrições no seu tronco maciço. E pode-se ver até hoje estas inscrições ali, muitas com séculos de história.

Localização

O Chapman’s Baobab está a cerca de 45 quilômetros ao sul de Gweta. Ele é razoavelmente de fácil acesso, mas as estradas que levam até lá são picadas de terra batida. Devido a isto e as muitas trilhas feitas pela migração de zebras é necessário um GPS e um carro 4×4 para chegar lá.

O baobá é o habitat para um grande número de criaturas, incluindo lagartos, pequenas aves que fazem ninho no seu tronco, esquilos, várias aranhas e outros insetos.

Baobás de Botsuana Chapmans baobab

Almoço inesquecível

Foi aqui, embaixo desta frondosa árvore que fizemos uma parada para o almoço. Sabe daqueles almoços para ficar na memória? Comida boa e num lugar incrível. E como pode-se observar na foto abaixo, foi tudo da maneira mais simples possível, com prato no colo e sentando nas raízes do baobá.

Devo dizer que, dos diversos safáris que já fiz, este foi o almoço mais saboroso e farto servido. Nota máxima para o Gweta Lodge neste quesito.

Baobás de Botsuana Chapmans baobab

Como expliquei no post anterior, o Gweta Lodge foi o hotel onde nos hospedamos e que oferece diversos passeios pela região em carro próprio. Super indicado.

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Não muito distante, mais ou menos 15 km ao norte (30 km  ao sul de Gweta), estava o outro baobá famoso dos baobás de Botsuana, o Green’s Baobab.

Green’s Baobab

 

Este baobá foi assim nomeado após o irmãos Green terem esculpido seu nome na casca do tronco a inscrição “Expedição dos Green 1858 – 1859”. Esta inscrição pode ser vista claramente ainda hoje. No tronco do Green’s Baobab pode-se ver também esculpidas as iniciais de Livingstone.

Baobás de Botsuana Greenes baobab1

Também Hendrik van Zyl, fundador da cidade de Ghanzi e outros visitantes foram imortalizados aqui. Pode-se ver os nomes deles a testemunhar o tempo dos grandes pesquisadores e exploradores.

Baobás de Botsuana Greenes baobab

Baobás de Botsuana Greenes baobab

Outros baobás de Botsuana

 

No sul do Parque Nacional Nxai Pan  estão os famosos Baines’ Baobabs, que foram imortalizados em pinturas do artista e aventureiro Thomas Baines, em 1862. Fazendo uma comparação com as pinturas de Baines e a árvore que se vê hoje em dia, percebe-se que em quase 150 anos apenas um ramo da árvore foi quebrado.

Baines era um naturalista autodidata, artista e cartógrafo. Ele tinha sido originalmente um membro da expedição de David Livingstone para ir até o rio Zambezi. Entretanto ele foi erroneamente acusado de roubo pelo irmão de Livingstone e forçado a deixar o grupo. O irmão de Livingstone mais tarde percebeu o seu erro, mas nunca admitiu publicamente. Desta forma, Baines passou o resto de sua vida numa posição vexatória na Grã-Bretanha.

Os Baobás

 

“Os baobás são um gênero de árvore com oito espécies, sendo seis espécies nativas da ilha de Madagascar, uma do continente africano e Oriente Médio e uma da Austrália. A espécie encontrada em África, Adansonia digitata, o Baobá Africano (encontrado na África Central e Austral) existe também em Madagascar.

É uma árvore que chega a alcançar alturas de 5 a 25 metros (excepcionalmente 30 metros de altura). E pode ter até 7 metros de diâmetro do tronco (excepcionalmente 11 metros). Destacam-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do seu tronco, que pode alcançar até 120 000 litros.

Os baobás desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas. E alguns têm a fama de terem vários milhares de anos. Entretanto, como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado. Devido a isto, poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema.” (Fonte: Wikipedia)

Baobás de Botsuana

 

Há uma boa quantidade de folclore e superstição em torno dos baobás em Botsuana. Assim como muitas lendas locais também, que falam de sua criação e origens. Um desses folclores fala de uma velha crença de que quem beber a água onde as sementes da árvore tivessem ficado de molho, a pessoa estaria protegida de crocodilos.

Além das antigas lendas destas árvores, as raízes, folhas, cascas, caules e frutos tem fortes propriedades medicinais. Certas partes da casca tem uma cor de goiaba oxidada. E elas podem ser processadas e utilizadas como fortes fibras multi-funcionais.

Baobás de Botsuana Greenes baobab2

Após a visita ao Green’s Baobab, já na parte da tarde, iniciamos nosso retorno ao Gweta Lodge.

Este foi um passeio memorável, que jamais será esquecido e que super recomendado!

Vale a pena comprar antecipadamente:

2 Comentários
  1. newtinho losi Diz

    Tive oportunidade de conhecer essa arvore em madagascar e ele é realmente impressionante e maravilhosa. Parabéns pelo site e post que estão ótimos

  2. […] Além disto, o lodge oferece diversas opções de passeios pelos arredores e era exatamente isto que estávamos procurando, pois sabíamos que com o nosso carro alugado (que não era um 4×4) não conseguiríamos conhecer o que eu tanto desejava, que eram os pans. Escolhemos o passeio oferecido de um dia inteiro para visitar o Ntwetwe Pan (o mais próximo de Gweta), conhecer de perto os engraçadinhos suricatos, além de visitar 2 baobás centenários e famosos do país. O passeio custou BWP 850.00 por pessoa (em torno de US$ 96) e que vou contar em 2 partes, a primeira neste post e a segunda parte pode ser lida aqui. […]

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