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Baobá

Visitando os famosos baobás de Botsuana a partir de Gweta

by / 2 Comentarios / 7 de junho de 2014

Outra beleza que desponta volta e meia no caminho de quem viaja pela África é o baobá, esta árvore enorme e muito expressiva que não é encontrada em muitos lugares pelo mundo. O passeio pelos pans que comecei contando no post anterior, continuava numa visita aos 2 mais famosos baobás de Botsuana: o Chapman’s Baobab e o Green’s Baobab, ambos ficam na região do Makgadikgadi Pan, mais precisamente no Ntwetwe Pan.

 

Existia uma antiga rota comercial utilizada pelos exploradores europeus, incluindo David Livingstone (que foi o primeiro europeu a visualizar as Cataratas Victoria passando pelo centro do Ntwetwe Pan e na região estão dois famosos baobás de Botsuana isolados que serviram como marcos para os viajantes por séculos. E foi para lá que seguimos.

 

O  primeiro baobá que ficava no nosso caminho era o Chapman’s Baobab.

 

Chapmans baobab

 

 

Chapman’s Baobab

Este imenso baobá é um dos símbolos de Botsuana e uma das árvores mais antigas da África. Este baobá foi nomeado pelo pesquisador e explorador Sul-Africano James Chapman em 1861, quando ele estava em uma expedição com seu irmão e Thomas Baines. Esta árvore linda e enorme árvore tem cerca de 25 metros de circunferência em sua base (os baobás incham com a água da chuva, que faz com que as medições do tronco sejam difíceis, pois mudam muito de época para época). O Chapman’s Baobab é o segundo maior baobá do mundo, sendo só menor que o Sunland Baobab em Limpopo, na África do Sul, que tem uma circunferência de 46,8 metros. A árvore tem a fama de ter entre 4.000 e 6.000 anos de idade.

O baobá está a cerca de 45 km ao sul de Gweta e graças aos seus sete troncos recebeu o apelido de Sete Irmãs (Seven Sisters).

 

Chapmans baobab

 

Chapmans baobab

 

A árvore tem muitas referências documentadas nos jornais e cartas de viajantes estrangeiros que exploraram a região ao longo dos séculos e muitos dos quais deixaram inscrições no seu tronco maciço. O baobá é o habitat para um grande número de criaturas, incluindo lagartos, pequenas aves que fazem ninho no seu tronco, esquilos, várias aranhas e outros insetos.

 

O Chapman’s Baobab é razoavelmente de fácil acesso, mas as estradas que levam até lá são picadas de terra batida e devido a muitas trilhas feitas pela migração de zebras é necessário um GPS e um carro 4×4 para chegar lá.

 

Chapmans baobab

 

Foi aqui, embaixo desta frondosa árvore que fizemos uma parada para o almoço, e devo dizer que dos diversos safáris que já fiz, este foi o mais saboroso e farto almoço servido. Nota máxima para o Gweta Lodge neste quesito.

 

Chapmans baobab lunch Gweta Lodge

 

 

Não muito distante, mais ou menos 15 km ao norte (30 km  ao sul de Gweta), estava o outro famoso baobá da região, o Green’s Baobab.

 

Greenes baobab1

 

Green’s Baobab

Este baobá foi assim nomeado após o irmãos Green terem esculpido seu nome na casca do tronco a inscrição “Expedição dos Green 1858 – 1859” e que pode ser visto claramente ainda hoje. No tronco do Green’s Baobab pode-se ver também esculpidas as iniciais de Livingstone.

Também Hendrik van Zyl, fundador da cidade de Ghanzi e outros visitantes foram imortalizados aqui ao testemunhar o tempo dos grandes pesquisadores e exploradores.

 

Greenes baobab

 

Greenes baobab Greenes

 

Baobás

“Os baobás são um gênero de árvore com oito espécies, sendo seis espécies nativas da ilha de Madagascar, uma do continente africano e Oriente Médio e uma da Austrália. A espécie encontrada em África, Adansonia digitata, o Baobá Africano (encontrado na África Central e Austral) existe também em Madagascar.

É uma árvore que chega a alcançar alturas de 5 a 25m (excepcionalmente 30m), e até 7m de diâmetro do tronco (excepcionalmente 11 metros). Destaca-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do tronco, que pode alcançar até 120 000 litros.

Os baobás desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e alguns têm a fama de terem vários milhares de anos, mas como a sua madeira não produz anéis de crescimento, isso é impossível de ser verificado: poucos botânicos dão crédito a essas reivindicações de idade extrema.” (Fonte: Wikipedia)

 

 

Há uma boa quantidade de folclore e superstição em torno dos baobás em Botsuana, assim como muitas lendas locais, que falam de sua criação e origens. Um desses folclores fala de uma velha crença de que quem beber a água onde as sementes da árvore tivessem ficado de molho, a pessoa estaria protegida de crocodilos. Além das antigas lendas destas árvores, as raízes, folhas, cascas, caules e frutos tem fortes propriedades medicinais. Certas partes da casca tem uma cor goiaba oxidada, e podem ser processadas e utilizadas como fortes fibras multi-funcionais.

 

Greenes baobab2

 

Outros baobás de Botsuana

No sul do Parque Nacional Nxai Pan  estão os famosos Baines’ Baobabs, que foram imortalizados em pinturas do artista e aventureiro Thomas Baines em 1862. Fazendo uma comparação com as pinturas de Baines e a árvore que se vê hoje em dia, percebe-se que em quase 150 anos apenas um ramo da árvore foi quebrado.

Baines era um naturalista autodidata, artista e cartógrafo, e tinha sido originalmente um membro da expedição de David Livingstone para ir até o rio Zambezi, mas foi erroneamente acusado de roubo pelo irmão de Livingstone e forçado a deixar o grupo. O irmão de Livingstone mais tarde percebeu o seu erro (mas nunca admitiu publicamente), mantendo Baines para o resto de sua vida numa posição vexatória na Grã-Bretanha.

 

Após a visita ao Green’s Baobab, já na parte da tarde, iniciamos nosso retorno ao Gweta Lodge. Um passeio memorável e super recomendado.

 

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2 Comment

  1. Tive oportunidade de conhecer essa arvore em madagascar e ele é realmente impressionante e maravilhosa. Parabéns pelo site e post que estão ótimos

  2. […] Além disto, o lodge oferece diversas opções de passeios pelos arredores e era exatamente isto que estávamos procurando, pois sabíamos que com o nosso carro alugado (que não era um 4×4) não conseguiríamos conhecer o que eu tanto desejava, que eram os pans. Escolhemos o passeio oferecido de um dia inteiro para visitar o Ntwetwe Pan (o mais próximo de Gweta), conhecer de perto os engraçadinhos suricatos, além de visitar 2 baobás centenários e famosos do país. O passeio custou BWP 850.00 por pessoa (em torno de US$ 96) e que vou contar em 2 partes, a primeira neste post e a segunda parte pode ser lida aqui. […]

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