Pirenópolis (GO) – Um final de semana no cerrado

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Pirenópolis é uma cidade histórica que fica no estado de Goiás, a 130 km de Goiânia e a 150 km de Brasília.

A mineração ocupou um importante papel no desenvolvimento da região, especialmente nos séculos XVIII e XIX, e deixou como legado uma rica cultura através da gastronomia e arquitetura, somada a inúmeras cachoeiras e belezas naturais.

Uma bela região que vale a pena conhecer.

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O que fazer em Pirenópolis

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O que fazer em Pirenópolis

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Estrada entre Brasília e Pirenópolis

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Saímos de Brasília na sexta feira a noite para passar o final de semana em Pirenópolis, ou Piri, como a chamam os íntimos (risos).

As estradas são boas, inicialmente pegamos uma pista dupla, seguida de uma pista simples, fizemos a viagem sem grandes problemas, mas vale lembrar que as estradas requerem atenção, especialmente para quem está acostumado com as rodovias em São Paulo, há chance de ter animais cruzando a pista.

Aos poucos o planalto foi sendo substituído por serras e o visual ficou bem bonito, mesmo a noite. Pegamos chuva na ida e os relâmpagos iam iluminando as serras e nos dando dimensão da mudança de relevo.

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Posto Jerivá

Na ida (e na volta) paramos no posto Jerivá. Aqui na região ele é um sucesso e uma daquelas atrações que já se criou obrigatoriedade, TEM QUE parar no Jerivá.

Achei a experiência no Posto Jerivá legal, a coxinha é MARAVILHOSA, o jerê (tipo um pastelzinho de forno recheado) também é bem gostoso, a mozarela incrível e a pamonha doce deliciosa!

Não deu pra experimentar mais coisas porque tivemos de repetir a coxinha rsrsrs. O lugar acaba sendo um posto de celebração da gastronomia típica da região, com queijos e doces artesanais, legumes e vegetais frescos, linguiças da roça, frango caipira, comida por quilo típica, entre outros.

Sugiro levar pra casa o pão de queijo deles, tem gostinho de caseiro. Vale a pena dar uma paradinha!

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Onde ficar em Pirenópolis

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Pelo que notei, existem basicamente dois tipos de hotéis em Pirenópolis. Os que ficam dentro da cidade, que são do estilo pousadas, pequenos porém charmosos, aconchegantes e acolhedores. E os que ficam fora da cidade, que oferecem uma estrutura mais familiar, com piscina, parquinhos, chalés e afins.

Optamos por ficar em um hotel fora da cidade, mas a experiência foi regular e não sinto vontade de indicar o lugar.

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Quando ir a Pirenópolis

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A melhor época de ir a Pirenópolis e curtir as cachoeiras vai de maio a julho, quando a temporada de chuva já passou (de setembro a março) e as quedas d’água ficam mais cheias.

Quem gosta de eventos, tem a Festa do Divino e as Cavalhadas, que acontecem um mês e meio depois da Páscoa. E o Festival Gastronômico de Pirenópolis, que acontece em agosto, reunindo chefs renomados que focam em receitas regionais do cerrado e também da culinária brasileira.

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Serra da Canastra, mais um trem bão de Minas Gerais!

Serra da Canastra, roteiro parte baixa

Serra da Canastra, roteiro parte alta

O que fazer em Pirenópolis

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Dia 1 em Pirenópolis

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No sábado pela manhã, tomamos café e #partiu cachoeira e trilha!

Existem muitas, mas muitas trilhas e cachoeiras nessa região de todos os tipos e para todos os gostos.

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Reserva do Abade

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A primeira trilha que fizemos foi a da Reserva do Abade com uma estrutura incrível! Para chegar até lá é preciso ir de carro e pegar um trecho de aproximadamente 8km de estrada de terra.

Conseguimos ir de carro com certa tranquilidade, mas é importante ficar atento a época de chuva. Carros mais simples, menos potentes e sem a devida manutenção, sofrerão um pouco, mas não é impossível o acesso, na minha percepção.

A trilha é toda calçada (o que não significa que não impõe desafios, especialmente se você é iniciante em trilhas), podemos dizer que essa é uma trilha leve.

O acesso custa 40 reais por pessoa, crianças e idosos pagam meia. Estávamos com uma jovem idosa que se saiu muito bem na trilha e vimos também crianças.

Quem curte a natureza, silêncio e pouca gente, sugiro chegar cedo, depois de um certo horário, entre 11 horas e meio dia, as cachoeiras ficam mais cheias, movimentadas e barulhentas.

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Cerrado brasileiro

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Dicas do que levar para trilha

Vale lembra que somos trilheiros de final de semana, então, as dicas abaixo são para quem está começando ou nunca fez trilhas! A galera profissional, vai aproveitar algumas das dicas, mas com certeza já tem mais experiência.

É bom ir de tênis ou papete, pelo chão ser calçado, é seguro andar na maior parte do tempo. Dê preferência a um sapato que possa molhar, pois assim você consegue entrar na cachoeira com ele e isso vai te ajudar a caminhar pelas pedras.

Recomendo também roupas leves ou de ginástica, protetor no rosto e corpo (mesmo em dias nublados), repelente, boné ou chapéu, uma canga ou toalha para estender no chão. E claro, que não pode esquecer da água para se manter hidratado, nem todo lugar tem restaurante.

Na minha opinião, vale a pena reservar meio dia para as cachoeiras ou mais tempo se você curte se banhar. Dá pra passar o dia todo só na reserva do Abade.

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cachoeira do Abade e a trilha do Vale

Quando chegar na Reserva do Abade, tem dois caminhos para escolher: a trilha do Abade, de 500 metros, que já leva você direto para a cachoeira do Abade, e a trilha do Vale, de 2500 metros, que te leva a mirantes, cachoeiras (incluindo a do Abade) e a ponte da tremedeira. Eu sugiro começar pela trilha do Vale, como a gente!

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Reserva do Abade, Goiás

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Fazenda Babilônia

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De Reserva do Abade, seguimos para a Fazenda Babilônia, uma fazenda da época colonial, construída por escravos no século XVIII e tombada pelo IPHAN .

Você pode optar por fazer apenas a visitação, que custa 22 reais, ou pode optar pela visitação e um café colonial maravilhoso com quitutes da época, 78 reais por pessoa quando fomos. Advinha o que escolhemos? Lógico que a visitação + quitutes, aliás o café da fazenda nos foi muito bem recomendado antes de irmos.

A fazenda mantem o casarão principal bem preservado e cuidado, infelizmente a senzala e as oficinas não foram preservadas. O lugar foi considerado um dos maiores engenhos do Brasil, mas também deu espaço para uma agricultura diversificada ao longos dos anos.

Visitar lugares como esse para mim é tomar conhecimento da nossa história e compreender o que nos constitui. É um processo de materialização da história, você vê, sente, vive a experiência e eu amo isso!

Muito interessante ver um espaço como a Fazenda da Babilônia ainda em operação; vimos a proprietária cozinhando, carros de bois em pleno funcionamento, a estrutura da casa e sua história contada. Tudo isso traz vida ao local e nos insere em uma experiência, não apenas em um lugar de contemplação.

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Café colonial da Fazenda Babilônia

Depois da visita fomos tomar o café colonial e logo aviso, vá com fome (muita fome), pois é comida pra mais de metro!

Adorei a decoração da mesa, alegre e bem posta, com pãezinhos doces e salgados, broa de milho, biscoito de queijo, bolo da senzala, brevidades, pau a pique, mané pelado entre outros. Alguns itens levam dias para fazer, como o bolo de fubá de arroz, e as receitas são históricas! Também teve carne na lata (boa demais!), linguiça caipira, carne de redenho à moda da casa e a lista segue.

Estava tudo uma delícia e ainda nos permitiram levar o que já havíamos começado a comer… já quero voltar para repetir!

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Noite em Pirenópolis

A noite fomos ao centro de Pirenópolis passear e que lugar charmozinho! Ruas de paralelepípedos, casas com arquitetura de época colonial predominantemente brancas, mas com os arcos das portas e janelas coloridos… um chame só!

A Rua do lazer estava lotada, é lá que ficam restaurantes e barzinhos da cidade e a circulação de carros é proibida. Como ainda estávamos cheios da orgia gastronômica do café colonial, sentamos em um dos barzinhos e tomamos alguma coisa observando a agitação do lugar. Pra quem gosta de agito esse é o lugar!

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Dicas de Pirenópolis, Goiás

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Dia 2 em Pirenópolis

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No dia seguinte, domingo, acordamos e #partiu cachoeira e trilha! Mesmo esquema do primeiro dia, pois o legal de visitar Pirenópolis é esse encontro com a natureza, nosso cerrado brasileiro!

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Reserva Ecológica Vargem Grande

Fomos para a Reserva Ecológica Vargem Grande, onde ficam as cachoeiras do Lazaro, Santa Maria e Véu da Noiva.

O acesso a essa reserva é pela mesma estrada que nos levou a Reserva do Abade.

Na Reserva Ecológica Vargem Grande temos duas opções de caminhos, a trilha para a cachoeira Santa Maria de 500 metros calçada e leve e a trilha para a cachoeira do Lázaro, que fica pertinho do Véu da Noiva, e tem 1300 metros.

Ambas são calçadas, porém a do Lázaro tem muitas escadas e eu considero de nível médio. Vale muito a ida! A cachoeira do Lázaro é maravilhosa! Também sugiro começar por ela, a mais distante.

Pagamos 45 reais cada para entrar na reserva, 22,50 reais a meia.

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Cachoeiras de Pirenópolis

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Almoço em Pirenópolis

Voltamos para o centrinho de Piri para almoçar. Nos indicaram um lugar chamado Pensão Padre Rosa, que serve comida tipicamente goiana e que além da qualidade, impera fartura.

Como íamos pegar estrada depois preferimos comer em um restaurante do centro, que foi bom, comida ok, mas a indicação da pensão ficou anotadinha para quando retornarmos, por isso estou dividindo com vocês.

E assim, já era final da tarde e voltamos para Brasília.

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O que achamos de Pirenópolis

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Pirenópolis é realmente um lugar interessante e gostoso de se visitar. Mistura natureza, história, gastronomia… um lugar bom para muitos gostos!

Vale a pena conhecer!

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