Conheça a Grand-Place de Bruxelas e seus belos prédios

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A Grand-Place de Bruxelas é daqueles lugares que você chega e não sabe nem para onde olhar primeiro, de tanta beleza reunida. Os olhos passeiam rápido de um lugar pro outro, o pescoço começa a doer de tanto olhar pra cima. E o deleite de se apreciar esta grandiosidade é imenso.

Uma das maiores atrações da cidade, se não a maior, esta praça atrai turistas de todos os cantos do mundo. Seus belos prédios enfeitam a cidade e transformam esta praça num lugar único. É aqui também que acontece a cada dois anos o famoso Tapete de Flores de Bruxelas. Durante os dias de exposição, o tapete consegue o impossível: deixar a Grand-Place ainda mais bela!

E como este é um ano especial para ela, resolvi contar um pouco mais sobre ela. Em 2018 é comemorado o 20º aniversário da Grand-Place como Patrimônio Mundial da Unesco.

Grand-Place de Bruxelas direita

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La Grand-Place – Grote Markt

 

Como na Bélgica se fala francês e holandês, a praça pode ser encontrada com 2 nomes diferentes. Na realidade os dois nomes são um só, só que em línguas diferentes. Em francês ela se chama Grand-Place e em holandês Grote Markt. E que, em ambas as línguas, significa Grande Praça.

A Grand-Place é basicamente uma praça enorme ladeada por prédios magníficos do início do século XVII. Ela é o coração e o orgulho da cidade, e se tornou o símbolo de Bruxelas. Isto tudo porque é considerada uma das praças mais lindas do mundo. E não é qualquer um que diz isto. Victor Hugo, o famoso escritor francês, a descreveu como o “lugar mais lindo do mundo”.

Grand-Place de Bruxelas esquerda

Uma visita à esta praça é sempre agradável. Mas ela fica especialmente linda e cheia no verão. As mesas dos restaurantes e cervejarias são postas na rua e pode-se sentar por ali e apreciar o lugar e o movimento. Outro momento do dia que a praça se torna mágica é à noite. É quando as fachadas dos magníficos edifícios são iluminados. Realmente é de uma beleza ímpar!

Patrimônio Mundial da Unesco

Toda a praça, incluindo os edifícios, integra a lista de Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1998. As principais atrações são a magnífica Prefeitura Gótica (Hôtel de Ville – Stadhuis) e a Casa Real (Maison du Roi – Broodhuis), que fica exatamente em frente.

Ela conta com 110m de comprimento e quase 70m de largura. A Grand Place é uma praça toda rodeada de prédios, ali não existem plantas nem fontes. Entretanto, pode-se encontrar inúmeras pequenas lojas e galerias, restaurantes, cafés e cervejarias. Ao redor dela partem sete ruas estreitas que existem desde a idade média e levam diferentes áreas da cidade antiga de Bruxelas.

A História da Grand-Place de Bruxelas

 

Foi próximo da região da Grand-Place que nasceu Bruxelas, mas desde sempre a praça é o coração da cidade. A Grand-Place de Bruxelas foi construída em uma área do pântano drenado. Por ali passava um importante eixo rodoviário entre Flandres e a Renânia. E também ficava perto do rio Senne (em francês ou Zenne, em holandês). Este rio era então navegável e, no século XI, ficava no centro da cidade.

Foi nesta época que formou a praça e desde lá ela se transformou no coração da cidade. Desde o início ela era palco para reuniões e celebrações, mas também viu acontecerem execuções. A partir do século XIII, e dali em diante por vários séculos, aconteciam ali mercados medievais. Ali eram vendidos carne, pão e diversos produtos das fazendas locais.

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Maison du Roi

No século XIV aconteceu a construção da prefeitura (Hôtel de Ville) com sua poderosa torre, sede do poder municipal. Também surgiu a Broodhuis, mais tarde chamado de Maison du Roi, casa da corte ducal e do poder real. A praça era lar de ricos comerciantes e, acima de tudo, das corporações mais importantes da cidade, as famosas Guildas.

Guildas

As guildas eram associações de grupos profissionais e desempenharam um papel importante na cidade. Carpinteiros, pedreiros, cirurgiões e capitães, todos eram representados por uma guilda. A administração da guilda estava alojada em um Guildhall. Neste lugar eles se encontravam regularmente e comiam juntos. Muitas das guildas na cidade tinham seus escritórios na Grand-Place.

Inicialmente os prédios que ficavam aqui foram construídos em madeira. E alguns desses prédios foram reconstruídas em pedra durante o século XVII. Assim, o lugar era uma mistura de estilos, que ia do século XV ao século XVII.

Tragédia

Na guerra da França contra a Liga de Augsburg (os chamados “Guerra dos Nove Anos”), Luís XIV, o Rei Sol da França, queria expandir seu território e invadiu a Bélgica. Devido a isto, as tropas francesas invadiram a Bruxelas e destruíram a Grand-Place em 13 e 14 de agosto de 1695.

A Prefeitura e a Maison du Roi foram os únicos edifícios que suportaram o ataque, todas as outras casas da Grand-Place foram reduzidas a escombros pelas tropas francesas. Entretanto, após sua destruição quase completa a cidade se recuperou rapidamente, em parte graças às corporações (Guildas).

Reconstrução

A reconstrução do centro ocorreu rapidamente. Depois de um tempo relativamente curto, o Grand-Place voltou novamente ao seu antigo esplendor. Na reconstrução ela ganhou a fachada barroca uniforme, que se vê hoje em dia.

Além disso, os vereadores de Bruxelas elaboraram um plano e cada projeto de um novo prédio deveria ser aprovado pelo Conselho da Cidade de Bruxelas. Desta forma, se algum projeto se desviava demais do estilo desejado, ele não era aprovado. É graças a um grupo de políticos que respeitam a lei que a Grand-Place de Bruxelas é tão única no mundo de hoje.

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O que ver na Grand-Place de Bruxelas

É inegável que a beleza da Grand-Place está nas fachadas que a circunda. Os quase 40 prédios da praça e seus detalhes esculturais apresentam diferentes estilos arquitetônicos, que passam pelo gótico, barroco e renascentista. Apesar de eles são serem originais, devido ao ataque dos franceses em 1695 e que destruiu praticamente todos os prédios da praça, eles são harmoniosos uns com os outros e promovem uma bela competição entre si, para ver qual o mais lindo e mais decorado.

Mas sem sombra de dúvida, nenhum edifício é páreo para a Prefeitura de Bruxelas, que domina a praça.

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Hôtel de Ville de Bruxelas Foto: TTstudio / Shutterstock

Este é um dos mais belos edifícios cívicos da Bélgica, não só por causa das numerosas esculturas e estátuas que adornam sua fachada, mas também por causa da beleza de sua torre.

Hôtel de Ville (Prefeitura de Bruxelas)

A Prefeitura de Bruxelas é uma obra-prima da arquitetura gótica tardia. Ela foi construída na primeira metade do século XV em várias etapas (entre 1402 e 1455). Fica no lado sul da praça e é também o único edifício medieval da praça, sendo considerado uma obra-prima da arquitetura gótica e, mais particularmente, do gótico brabantino.

Este é um dos mais belos edifícios cívicos da Bélgica, não só por causa das numerosas esculturas e estátuas que adornam sua fachada, mas também por causa da beleza de sua torre.

Torre

A bela torre gótica da prefeitura de Bruxelas se sobressai na praça e pode ser vista por grande parte da cidade, afinal ela tem 96 metros de altura. A torre é encimada por uma estátua de 3 metros do Arcanjo Miguel, padroeiro da cidade de Bruxelas, que luta com um dragão. Grand-Place de Bruxelas Hôtel de Ville Belfry

Interior

No interior, que foi todo reconstruído, há uma mistura de estilos, incluindo destacadamente o estilo clássico Luís XIV do início do século XVIII.

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Bem em frente, do outro lado da praça, está outro prédio imponente, a Maison du Roi.

Maison du Roi – Broodhuis (Casa do Rei – Casa de Pão)

Um dos edifícios mais ornamentados da Grand Place é o Broodhuis, que atualmente é chamada de Maison du Roi. Em holandês “Broodhuis” significa casa de pão. O prédio era assim chamado porque abrigava os padeiros no século XIII, que vendiam seus pães num prédio que era originalmente de madeira.

No início do século XV o lugar foi ocupado pelo duque de Brabante. Na época, em 1405, o prédio que ainda era de madeira foi substituído por um prédio de pedra. Ele deixou o lugar mais elegante e renomeou o prédio para Casa do Duque. Quando o mesmo duque se tornou rei da Espanha, ela passou a se chamar “Maison du Roi“- Casa do Rei.

Foi somente sob o domínio dos Habsburgos que ele se tornou uma corte ducal, ou real. Sob o Imperador Carlos V, o edifício foi completado por uma fachada gótica tardia com detalhes marcantes, em 1536. O prédio era muito semelhante ao que se pode ver hoje, embora sem torres ou galerias.

Ele sofreu nova reforma em 1873, quando foi reconstruída estilo neogótico como uma cópia do original do século XVI. Sua fachada é adornada com diversas torres e esculturas detalhadas.




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Maison du Roi
Musée de la Ville de Bruxelles (Maison du Roi) – Museu da Cidade de Bruxelas

A Casa do Rei abriga desde 1887 o Museu da Cidade de Bruxelas, um museu dedicado a todos os aspectos da história da cidade com ampla coleção. O museu tem uma valiosa coleção de pinturas, esculturas, tapeçarias, prataria e porcelana.

Ainda apresenta as roupinhas usadas pelo famoso Manneken-Pis, numa das mais ricas coleções de trajes que conta com cerca de 760 figurinos, a partir do século XVIII até os dias atuais.

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Maison du Roi

Outros Prédios da Grand-Place de Bruxelas

Além dos dois grandes prédios-estrelas, a Grand-Place conta com várias casas de guilda, além de algumas casas particulares. Como já dito, todos estes edifícios surgiram após o ataque francês de 1695. E claro, sob a criteriosa seleção de projetos arquitetônicos.

São 39 construções, todas elas numeradas de 1 a 39 e, que além dos números contam também com nomes. Então andando pela praça e olhando para o número dos prédios, vai se ver ali nomes como “rosa”, “estrela”, “cisne”, “pombo”, “cornucópia”, “moinho de vento”, “mercador de ouro”, entre vários outros.

Grand-Place mapa Wikipedia
Fonte: Wikipedia

As fachadas são todas belas e ricamente decoradas. Cheias de detalhes e esculturas, muitas delas são baseadas no barroco italiano com algumas influências flamengas. É muito bacana passar um tempo procurando os detalhes que cada um destes prédios apresenta.

Interessante!

Na parede lateral do prédio Hubert de Ville, um dos prédios da Grand-Place que dá para a Rue Charles Buls, está a Gilded Plaque. Este é um monumento art-nouveau que está na parede do prédio, embaixo de uma marquise.

Nela se vê uma enigmática escultura em bronze do herói Everard’t Serclaes. Ele foi um patriota que liberou a cidade do Conde de Flandres no século XIV. Há várias lendas populares dizendo que quem passar a mão em algumas partes desta escultura (que parece um Jesus Cristo) poderá te sorte de alguma forma:

1) ao tocar o braço assegurará sua volta à Bruxelas. 2) acariciar a cabeça do cachorro e a cara do anjo atrairá dinheiro. 3) acariciar o herói da cabeça aos pés conseguirá casar. Pelo sim, pelo não, encare a fila de pessoas passando a mão no monumento e tente sua sorte também. 🙂

Arredores da Grand-Place

A Grand-Place de Bruxelas é super central e dali pode-se facilmente visitar muitas atrações à pé. Várias ruas levam daqui diretamente para outras partes da cidade antiga, com suas inúmeras pequenas lojas, cafés e restaurantes.

O Manneken Pis, o singular marco da cidade de Bruxelas, também é facilmente acessível a partir da Grand-Place de Bruxelas. Assim como as Galerias Reais (Galeries Royales Saint-Hubert) e inúmeras outras atrações.

Eventos na Grand-Place de Bruxelas

 

Ommegang

Todos os anos, a Grand-Place de Bruxelas hospeda o chamado Ommegang. Esta é uma procissão luxuosa que acontece em trajes históricos e revive a época do nascimento da Grand-Place. É uma homenagem criada em 1549, durante a vinda de Carlos V para Bruxelas, para apresentar seu filho, o futuro Philippe II.

Esta apresentação acontecia sempre um domingo antes do feriado de Pentecostes. Atualmente, ocorre duas vezes por ano, na virada de junho e em julho. Seu ponto de partida é o Sablon e termina com um grande espetáculo na Grand-Place de Bruxelas.

Tapete de Flores de Bruxelas

A cada dois anos, nos anos pares, a praça fica completamente florida. Um gigantesco tapete de flores toma conta da praça, a embelezando ainda mais. São quase um milhão de begônias belgas, cobrindo quase 2.000 m² do chão. Elas formam os mais variados padrões e enfeites, num trabalho magníficos. E as melhores vistas deste imenso tapete se tem do alto das sacadas do Hôtel de Ville. Para saber mais sobre o Tapete de Flores de Bruxelas, clique aqui.

Outras festas

Na praça acontece todos os anos o Mercado de Natal de Bruxelas. Também é aqui que se vê a linda árvore de Natal da cidade. Além de a praça ser palco de diversos eventos e concertos durante todo o ano.

Onde se hospedar nos arredores da Grand-Place de Bruxelas

A Grand-Place de Bruxelas é o coração da cidade e dos seus arredores pode-se conhecer as atrações da cidade quase todas à pé. Desta forma, este é sem dúvida um dos melhores lugares para se hospedar no centro da cidade.

No quesito localização, poucos hotéis na cidade batem o Rocco Forte Hotel Amigo. Ele fica exatamente atrás do Hôtel de Ville, na rua que leva ao Manneken Pis. Um 5 estrelas muito bem avaliado e perfeito para quem gosta de ter o melhor de tudo numa viagem.

Uma opção mais em conta, é o 3 estrelas Hotel Agora Brussels Grand Place. Muito perto da Grand-Place, ele tem quartos que oferecem vista para Grand-Place.

Quem deseja um hotel de muito charme e ainda central, o quatro estrelas Hotel Le Dixseptième também é uma excelente pedida. Muito aconchegante, bem próximo da estação central e perto das atrações da cidade.

Para aqueles que gostam de hotel de rede, o Courtyard by Marriott Brussels EU seria uma boa indicação. Ele fica perto do Parc de Bruxelles e em pouco mais de 10 minutos de caminhada já se está na Grand Place.

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