Routeburn Track: Planejamento e Preparativos

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Considerada uma das trilhas mais bonitas da Nova Zelândia, a Routeburn Track é uma das menores das 9 Great Walks da Nova Zelândia. Com aproximadamente 32 km de extensão, a travessia da Routeburn é realizada em ambos os sentidos e geralmente leva entre 2 e 4 dias para concluída. Conectando o Mt. Aspiring ao Fiordland National Park, a trilha atravessa terreno montanhoso em uma área remota do país e bastante sucetível a variações climáticas.

Lake Harris na Routeburn Track na Nova Zelândia

Desta forma, antes de encarar a caminhada pela Routeburn, é necessário fazer alguns preparativos. Então, continuando a série de posts sobre a minha experiência na travessia da Routeburn Track, apresento a vocês algumas dicas e sugestões para a fase de planejamento da trilha, que devem tornar a sua caminhada mais segura e ainda mais memorável.

Planejamento: Reservando a Acomodação na Routeburn Track

O primeiro passo para aqueles que pretendem fazer a travessia da Routeburn Track é definir em qual sentido pretende percorrer a trilha. Nós optamos pelo sentido Leste-Oeste (Glenorchy – The Divide) que apesar de ter uma subida mais puxada, tem uma decida mais suave. Definido isso, o segundo passo, é definir em quantos dias pretende percorrer a trilha e reservar a estadia nos huts no site do DOC.

Routeburn Flats Hut na Routeburn Track na Nova Zelândia

À medida que as Great Walks se popularizam, reservar as huts com antecedência é fundamental para evitar decepção. Visto que a quantidade de lugares (bunks) é limitada e a concorrência é cada vez maior, principalmente durante os meses mais quentes do ano. Recomenda-se fazer a reserva dos huts com pelo menos 2-3 meses de antecedência. Ou, se possível, o quanto antes que você puder.

Ao longo da Routeburn Track existem ao todo 4 huts que você pode ficar hospedado, no setindo E-W (Glenorchy – The Divide) são elas :

Routeburn Flats Hut = 20 Bunks + 15 Campsites

Routeburn Falls Hut = 48 Bunks

Lake Mackenzie Hut = 50 Bunks + 9 Campsites

Lake Howden Hut = 28 Bunks

O custo do pernoite em cada um desses Huts é de 54 NZD por adulto/noite, sendo que menores de 17 anos não pagam nada para ficar hospedados, mesmo assim precisam fazer reserva antecipadamente via internet.

Neste valor estão inclusos o bunk/beliche com colchão, banheiro e cozinha com água corrente, equipamento básico de cozinha (fogão, mesas e cadeiras), iluminação solar da área comum até as 22:00 e só. Fora de temporada, alguns desses amenities como gás e água corrente não estão disponíveis.

Lembrando que, apesar de oferecer equipamentos básicos de cozinha, você deve levar seus próprios talheres, panela e outros utensílios básicos para cozinhar. Entre eles fósforo ou isqueiro que nós acabamos esquecemos de levar, mas que conseguimos filar de nossos companheiros de caminhada.

Ingresso Huts DOC Nova Zelândia

Durante a temporada de caminhada da Routeburn Track que vai de final de Outubro ao final de Abril, um DOC Ranger reside em cada um dos huts e fica de prontidão para eventuais emergências. Neste período não é necessário levar fogareiro, visto que há gás para cozinhar.

Como optamos por fazer a travessia da Routeburn Track em 3 dias e 2 noites no sentido Leste-Oeste. Para o primeiro pernoite na Routeburn Track reservamos a Routeburn Falls Hut e para a noite seguinte o Lake Mackenzie Hut.

Planejamento: Transporte para a Routeburn Track

Como a Routeburn Track não é uma trilha em forma de loop e tem uma localização relativamente remota, você precisa organizar também o transporte até o início da trilha, e consequentemente, o transporte de volta após o final da mesma.

Para a nossa caminhada pela Routeburn Track, nós organizamos a questão do transporte de Queenstown até o início da trilha no Routeburn Shelter em Glenorchy e o retorno do The Divide na Milford Road à Queenstown com o pessoal da Info & Track.

A primeira etapa do transporte foi feita por eles mesmos com um micro-ônibus da empresa que também opera os passeios da Nomad Safaris como este passeio 4×4 que fiz explorando os cenários do senhor dos anéis na região de Queentown e Arrowtown. E como de praxe, a placa do veículo era um personagem da trilogia dos filmes baseados na obra de J.R.R Tolkien, neste caso o Gollum.

Já na segunda etapa da viagem, a volta do The Divide até Queenstown, o transporte foi operado pela Track Net com um ônibus que além dos “trampers” da Routeburn Track, também recolheu o pessoal fazendo a Milford Track e outras trilhas do Fiordland National Park.

Antes de seguirmos até Queenstown, paramos em Te Anau, onde embarcamos em um micro-ônibus para seguir a viagem até a capital neozelandesa dos esportes radicais. O trajeto de ida de Queentown até o Routeburn Shelter em Glenorchy dura aproximadamente 1 hora e meia. Já o trajeto de volta entre o The Divide e Queenstown é bem mais longo e dura aproximadamente 4 horas. Ambos custam 47 e 78 NZD respectivamente.

 

Fazendo a mochila para a Routeburn Track

Fazer a mochila para encarar uma trilha como a Routeburn Track não é uma tarefa muito fácil. Principalmente quando você precisa carregar tudo o que for precisar para viver (comer e vestir) por alguns dias no “mato”. Sendo assim, a sua interpretação de necessidades e superfluos certamente muda drasticamente, pelo menos deveria. E lembre-se, quanto mais leve for sua mochila, mais confortável será a sua jornada.

Routeburn Track Nova Zelândia (52)

Para o hiking na Routeburn Track utilizei uma mochila cargueira de 60L que comprei recentemente na Kathmandu, uma das várias excelentes lojas de equipamentos para atividades ao ar livre aqui na Nova Zelândia. Onde também comprei alguns outros utensílios que levei na trilha como panela e talheres de metal para acampamento.

No final das contas, com tudo que carreguei na minha mala, no início da trilha ela estava com aproximadamente 18-20 Kg e no final terminou com cerca de 15Kg. Dando para encarar a trilha da Routeburn numa boa.

Acho que só com o tempo e experiência, é que você aprende a preparar a mochila ideal. E mesmo quando você acha que tinha feito uma mochila econômica, você provavelmente irá perceber que levou várias coisas desnecessárias e esqueceu outras fundamentais. Normal, faz parte da experiência de aprendizado.

Eu, pessoalmente ainda estou aprendendo a fazer a minha “mochila perfeita”. Porém depois de fazer essa trilha e estudar um pouco sobre o assunto, aqui vão alguns pitacos de como fiz e o que levei na minha mochila para encarar a Routeburn Track na Nova Zelândia.

Que roupas levar na trilha

Por ser uma ilha repleta de montanhas, clima e o tempo da Nova Zelândia tende a ser muito imprevisível. A temperatura / sensação térmica no meio do vale coberto por floresta tende a ser amena, mas pode ser muito diferente daquela encontrada no pico da montanha exposta aos ventos.

Roupas na Routeburn Track

Por isso, é muito importante estar preparado para as diversas situações climáticas que podem surgir durante a sua caminhada. Especialmente nesta região do Mt. Aspring e Fiordland National Park que além das variações de temperatura em função da altitude costuma ter um dos mais altos índices pluviométricos da Nova Zelândia.

Felizmente, nós demos bastante sorte com o tempo na Routeburn Track e acabamos pegando dois dias lindos de sol e quase sem vento. Apenas no último dia da trilha, que o tempo ficou ruim e chuvoso.

Apesar de ter levado mais roupa do que de fato precisei na trilha, a primeira dica no quesito vestuário é se vestir em camadas. Vai por mim, é melhor ter quatro camadas de roupas com você do que apostar suas fichas em apenas uma camiseta e uma jaqueta. Com um tempo tão maluco, como o que pode acontecer nessa região do país. Você certamente vai querer algo entre os dois para enfrentar as quatro estações que podem dar o ar da graça ao longo do dia.

Além disso, em pior das hipóteses, essas camadas extras de roupas que preferencialmente devem ser de material mais leve como Merino ou tecidos sintéticos, podem servir como ‘recheio’ para o seu travesseiro durante à noite. No meu caso, o principal uso de algumas peças de roupas como a segunda pele + fleece que levei para a trilha foi justamente esse, travesseiro.

Eis aqui a listinha com alguns comentários sobre meus itens de vestuário que coloquei na mochila para fazer a caminhada/tramping na Routeburn Track na Nova Zelândia:

  • 1 Boné (pouco usado, mas útil no segundo dia e quando choveu para não deixar o óculos embassar),
  • 1 Gorro de lã (tinha esquecido de levar, comprei 1 novo em Queenstown e no final das contas não usei. Se tivesse pego neve no caminho, como aconteceu na semana seguinte, certamente seria super útil),
  • 1 óculos de sol,
  • 2 camping pants (aquelas com zíper que viram bermuda),
  • 2 camisetas de manga curta (Merino),
  • 1 segunda pele (Parte de baixo + parte de cima com manga comprida (Merino)),
  • 1 fleece/corta-vento (tecido sintético/plush) ,
  • 1 jaqueta / capa de chuva leve
  • 1 calça impermeável,
  • 3 pares de cueca e meias (Merino)
  • 1 par de botas de caminhada.
  • 1 par de chinelos
  • 1 pijama (Regata + Cueca (Merino))
  • 1 par de tampões de ouvido (fundamental para uma boa noite de sono)




Vocês devem ter percebido que mencionei o Merino em alguns itens mencionados na lista acima. Bem, desde que me mudei para a Nova Zelândia virei fã dessas peças de roupa feitas de lã da ovelha da raça Merino criada no High Country da Ilha Sul aqui na Nova Zelândia.

As roupas feitas com a fibra extra-fina desta lã de carneiro merino, além de serem super leves, transpiram, nos mantêm quente e secam rapidinho e o melhor de tudo por respirarem demoram para ficam fedidas, ou seja ótimo para usar em trilhas.

Levar um par de chinelos na mochila é também super recomendado e por muito pouco não acabei esquecendo de levar o meu. Como as botas de caminhada não são permitidos dentro da maioria dos huts, ter um chinelo é super recomendado para não ficar andando descalço (coisa que o kiwis adoram fazer).

Além disso, se você for como eu, depois de um dia inteiro caminhando, tirar as botas é sempre a primeira coisa que eu faria quando chegasse ao hut que iria passar a noite. Para diminuir o peso na mochila, não recomendo levar havaianas, e sim um chinelo feito à base de EVA que pesam menos da metade que um par de havaianas #FicaaDica

Todas as fontes que consultei para saber o que deveria levar na mochila para fazer a trilha, citam como ítem mais importante para colocar dentro da mochila como sendo um tampão de ouvido e uma máscara facial daquelas de tapar os olhos para dormir.

A verdade é que ninguém normalmente dorme com estas coisas em casa, mas em uma cabana cheia de pessoas estranhas dormindo praticamente junto uma das outras, estes pequenos ítens podem salvar você de uma noite sem dormir em meio a uma sinfonia de roncadores.

Eu pessoalmente não levei a tal mascara facial para dormir e também nem senti falta. No entanto, considerando-se que nem todo mundo vai para a cama ao mesmo tempo para dormir, as lanternas do pessoal no meio da noite podem ser uma distração. Especialmente se você tem sono leve.

Além disso, com o sol no verão nascendo diariamente por volta das 05:00, uma máscara de dormir pode ajudá-lo a ficar dormindo por mais tempo se você não pretende assistir ao nascer do sol. Coisa que você não deveria perder por nada quando estiver fazendo uma trilha como essas.

Os tampões de ouvido no entanto, realmente fizeram a diferença e certamente ajudam você a manter a sua sanidade mental no meio de uma serraria. Por desencargo de consciência, além do tampão de ouvido, levei meu ipod nano com algumas músicas que funcionaram ainda melhor que os meus tampões de ouvido e foi uma beleza.

Equipamentos e utensílios para levar e usar na trilha:

Bem e já que comecei a falar sobre outras coisas que levei na mochila para fazer a travessia da Routeburn Track, e que não são exatamente itens de vestiário. Vamos falar um pouco sobre elas também:

Routeburn Track Nova Zelândia (53)

Eis aqui a listinha com meus Equipamentos e utensílios que levei para fazer a caminhada/tramping na Routeburn Track na Nova Zelândia:

  • 1 Mochila Cargueira 60L ,
  • 1 Bastão de caminhada ,
  • 1 Panelinha para esquentar água para preparar o jantar desidratado ,
  • 3 garrafas dagua de 1L cada (2 já seriam o suficiente já que a água nas huts são teoricamente próprias para o consumo, mas por via das dúvidas ferva a água ou leve um kit esterilizador),
  • Talheres metálicos dobráveis para Camping (comprei na Kahtmandu),
  • Isqueiro / Fósforo (Item mais importante que esquecemos de levar),
  • 1 Canivete (Não usei 1 única vez, mas não deixaria de levar),
  • 1 Saco de Dormir com recheio de pluma de ganso (Leve e ocupa pouco espaço),
  • 1 Capa de chuva para a mochila cargueira,
  • 1 Toalha de microfibra de rápida secagem,
  • Lenço de Papel + Papel Higiênico + Álcool Gel,
  • Lenço humedecido (banho de gato antes de dormir),
  • Protetor Solar,
  • Desodorante,
  • Talco,
  • Pasta, Escova e Fio Dental (Levei daqueles que a gente ganha no avião e foi ótimo),
  • Band-Aid e outros itens básicos de primeiros socorros. (Só usei o esparadrapo depois que a minha bota de caminhada de 10 anos resolveu começar a descolar na lateral no segundo dia de caminhada. E obviamente, o remédio para dor no joelho que acabei tendo que tomar no segundo e último dia da trilha),
  • Ziplocks + saco de lixo (super úteis principalmente em dia de chuva)
  • Repelente (praticamente não usei por incrível que pareça)
  • Lanterna com pilhas novas
  • Celular + cabo + Powerbank para recarregar o celular ao longo da trilha
  • Câmeras Fotográficas + Baterias + Cartão de Memória
  • Mosquetões pequenos para afixar coisas na mochila

De todos os utensílios relacionados nesta lista: A mochila cargueira, o saco de dormir, os utensílios de cozinha, o equipamento fotográfico e os bastões de caminhada são absolutamente imprescindíveis.

Embora todas os Huts que pernoitamos tivessem papel higiênico nos banheiros, não abriria mão de levar algo, pois no caso dele estar em falta, você não passa por apuros.

Apesar de o sinal de celular ser completamente inexistente ao longo de toda a trilha, a câmera do celular quebrou o galho muitas vezes, principalmente no dia que o tempo estava chuvoso. O celular também serviu para consultarmos o mapa e perfil altimétrico da trilha sempre que precisamos em arquivos/fotos armazenados dentro dele.

Os bastões de caminhada podem até aperecer algo para pessoas mais velhas, mas quebraram um super galho, especialmente no meu caso com o joelho contundido. Especialmente útil nas descidas.

A lanterna do celular quebra um super galho, mas ter uma daquelas lanternas de colocar na cabeça é fundamental para você se locomover e arrumar suas coisas nos alojamentos, principalmente depois que anoitece e tudo fica escuro.

Apesar de ficar 3 dias sem tomar banho #puxado, os lenços humedecidos da L’Occitane que levei quebraram um super galho. Até tentei ensaiar um mergulho no Lake Mackenzie no segundo dia de caminhada, mas a água é gelada de mais para mim.

Protetor solar é fundamental, principalmente ao longo do segundo dia onde a caminhada é quase toda em área aberta e de vegetação rasteira. O repelente, por incrível que pareça se mostrou dispensável, mesmo sabendo que o Fiordland National Park é infestado com a vorazes sandflies, não usei e não levei nem 3 picadas apenas enquanto aguaradava nossa condução de volta para Queentown.

Quanto ao material fotográfico, cheguei a comprar uma terceira bateria para a minha câmera fotográfica, mas 2 baterias foram suficientes para os 3 dias de caminhada. Para evitar carregar peso, fiz a trilha apenas com o iPhone, uma Canon 7D e uma lente 28-270mm.

Como mencionado anteriormente, o item mais importante que acabei esquecendo de levar para a trilha foi um isqueiro/fósforo. Felizmente consegui pedir emprestado de outros “trampers” e não passamos por apuros. O Canivete nem chegou a ser usado, mas não deixaria de levar novamente.

O único item dispensável que levei e praticamente não usei e que não levaria novamente foi um guarda chuva daqueles pequenos. Apesar de pegarmos chuva no último dia da caminhada, o fato de você estar empacotado com a jaqueta à prova dagua, com o bastao de caminhada numa mão para ganhar mais estabilidade, carregar um guarda chuva na outra mão pelo meio da floresta, apresentou-se como uma tarefa quase impossível.

Enfim, além das roupas e utensílios, o quesito mais pesado e importante da mochila na trilha de 3 dias pelas montanhas dos Alpes do Sul, foi água e comida, então vamos falar sobre isso também.

Comida para levar para 3 dias na Routeburn Track

Bem como fiz a Routeburn Track com dois veteranos de trilhas longas, o casal do Nerds Viajantes, aprendi a montar o plano de alimentação com eles. Bem, antes de qualquer coisa, nosso plano de alimentação começou com uma visita ao supermercado em Queentown na véspera do início da trilha. E foi lá que compramos quase tudo que precisamos para comer nos 3 dias de trilha.

Além da comida para 3 refeições ao dia e alguns snacks para comer entre elas. É recomendável levar também comida para um dia extra caso aconteça alguma emergência e você fique preso na trilha por alguma adversidade climática ou ambiental.

Sendo assim, dividindo as refeições em café da manhã, almoço e jantar, nosso cardápio para a trilha ficou mais ou menos assim:

No café da manhã, além de sanduíches com queijo, presunto e salame, também comemos pão com Nutela ou biscoito Tim Tam, sempre acompanhado por suco de laranja em pó tipo Tang da vida.

Na hora do almoço, além dos sanduiches parecidos com os que preparávamos na hora do café da manhã e que já deixávamos prontos para mais tarde, aproveitamos para comer um chocolate e eventualmente uma fruta e ou barra de cereais.

Já o jantar, a única refeição quente do dia, era sempre feita à partir de com comida desidratada de marcas como a Back Country Cuisine ou The Outdoor Gourmet Company vendida em qualquer supermercado em Queentown e em lojas especializadas como a Kathmandu, Macpac e afins em que basta acrescentar água fervendo, mexer e aguardar por cerca de 10 minutos para ficar pronta.

Para os snacks entre as refeições, levamos uma fruta por dia e uma média de 3 barrinhas de cereal por dia. Por sinal na Nova Zelândia não deixe de provar as barrinhas da marca Tasti. Levei também manga desidratada e algumas castanhas e frutas secas para beslicar.

Como estávamos em 3 pessoas, cada um levou 1 barra de chocolate da Whittakers para ser nossa sobremesa. Principalmente antes de dormir. Afinal de contas a gente merece 😀

Em relação à agua, levei 3 garrafas de 1 litro cada e provavelmente com 2 litros por dia, daria para ter feito a trilha toda numa boa. A água disponível nas huts é teoricamente potável, se você tem dúvidas #justincase, basta ferver a água ou levar um dos inúmeros kits de tratamento de água disponíveis em lojas especializadas em atividades ao ar livre. Eu não tenho, mas ví várias pessoas usando aquelas Camel Backs para carregar água na trilha. Creio que seja super prático ter uma.

No primeiro post da série de posts sobre a travessia da Routeburn Track falei um pouco sobre essa inesquecível trilha da Nova Zelândia, no próximo post irei relatar em maior detalhe a travessia dia após dia…. Fique Ligado..

Veja também:

Todos os posts sobre a Nova Zelândia

Todos os posts  sobre a ilha sul da Nova Zelândia

Todos os posts sobre Queenstown

Todos os posts sobre a Routeburn Track

Todas as fotos que ilustram o post sem a marca água do blog viajoteca são de autoria do Helder e da Lillian do Blog Nerds Viajantes


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11 Comentários
  1. jennynascimento Diz

    Excelente o post e ótimas e valiosas informações para os trilheiros . Bacana demais.

    1. Oscar Augusto Risch Diz

      Legal saber que você curtiu

      Obrigado pela visita e pelo comentário

      Bjs

  2. […] O primeiro deles, fazendo uma introdução sobre a travessia da Routeburn. Já o segundo, com dicas de planejamento e preparativos para você encarar a trilha. No post de hoje, vou contar, dia após dia como foi a minha experiência cruzando a Routeburn […]

  3. Evandro Mohr Diz

    Oscar, muito bacana o blog, vou pra NZ esse ano e estou pesquisando melhor época pra ir. Gostei dos relatos aqui do blog, certamente irão ajudar muito. Em que época do ano vc fez a trilha?

    1. Oscar Augusto Risch Diz

      Oi Evandro, fiz a Routeburn Track exatamente nesta época do ano (Março) no ano passado. Embora a trilha esteja aberta o ano todo, a temporada oficial de caminhada vai de Novembro até Abril. Fora dessa época, durante o inverno (entre final de Abril e final de Outubro) as huts não ficam com park ranger e não há gás para cozinhar e o risco da trilha aumenta consideravelmente, por conta do risco de avalanche e enchentes, inclusive parte da infra-estrutura como pontes são removidas. Leia mais sobre o assunto neste link do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.
      Já que você esta pesquisando qual seria a melhor época do ano para visitar a Nova Zelândia, dê uma espiada neste post aqui. Eu pessoalmente gosto do Outono.

  4. Evandro Mohr Diz

    Muito obrigado pelas informações Oscar. O post sobre as estações é de grande ajuda. Pelo visto, a melhor época para ir a NZ é no outono, então vou considerar adiar a viagem mais alguns meses.

    1. Oscar Augusto Risch Diz

      Legal Evandro
      Se fosse para escolher, o meu mês favorito para viajar pela Nova Zelândia é Abril e Maio, mas para as trilhas é melhor ir mais cedo até Março.
      Precisando de mais alguma coisa sobre a Nova Zelândia é só aparecer aqui no blog

      Abraço

  5. Juliana Pedrosa Diz

    Oi, Oscar!!! Suas dicas são ótimas e estão me ajudando a montar meu roteiro pela NZ. Obrigada pelo blog!

    Somos dois jovens casais viajando, chegaremos em Auckland em 2 de maio e retornaremos ao Brasil em 18 de maio, teremos 16 dias.

    Apesar de vc preferir este período, outono, estamos com bastante medo do frio.

    Gostamos de fazer caminhadas, mas para fazer trilhas não é o melhor período. Minha dúvida é será que não rola fazer umas trilhas de um dia? Não gosto muito de travessias pq não consigo carregar muito peso.

    Queríamos alugar motorhome/capervan para uma parte da viagem pq para dois casais não deve ser tão confortável, né? O seu roteiro de motorhome vc fez em que época? Será que em Maio dar certo alugar motorhome ou é mt frio.

    Obrigada, Juliana

    1. Oscar Augusto Risch Diz

      Oi Juliana
      Obrigado pelos elogios e que legal saber que ele esta ajudando vocês a planejar a viagem de vocês pela Nova Zelândia. Bem o que não faltam pela Nova Zelândia são caminhadas de 1 ou vários dias. Como vocês estão indo no início de Maio não creio que o frio seja um grande problema. As chances de Neve nessa época são pequenas e basicamente restrita as partes mais altas da ilha sul. Claro que é difícil dizer com precisão exata como será o inicio de Maio desse ano, mas se vocês não vão fazer nenhuma travessia alpina tranquilo.

      Se vocês quiseram fazer caminhada de 1 dia apenas, por exemplo dá para fazer o primeiro dia da Routeburn Track sem problemas. Na ilha norte o Tongariro Crossing pode ser uma opção interessante. Na verdade, depois me conte mais sobre o roteiro de vocês que posso tentar ajudar algumas trilhas interessantes.

      Viajando em 4 pessoas recomendo pegar um campervan grande. Este que fizemos a nossa viagem é ideal para um casal e no maximo 1 criança. Esta viagem nós fizemos no final de fevereiro. Em maio certamente estará mais friozinho mas os campervans tem calefação e vocês parando em campsites vão ter energia elétrica e banho quente.

      Espero ter ajudado.. qualquer coisa deixe outros comentários por aqui.. Pode ser que eu vá para a NZ nessa mesma época..

  6. Juliana Pedrosa Diz

    Oscar, obrigada pela resposta, ajudou bastante. Só de saber que a possibilidade de ter neve é pequena já fico mais tranquila (kkkk). Avise caso confirme sua ida para a NZ neste período ;).

    Fizemos nosso roteiro pensando em fazer caminhadas de um dia e em assistir umas partidas de Rugby. Os lugares indicam onde estamos planejando passar a noite daquele dia, mas pelo que li, acho q não precisaremos reservar nada, pois estaremos de motorhome e podemos ir mudando o roteiro conforme a gente for viajando e sentindo a vibe da NZ, o que vc acha?

    2/5 Rotorua (chegada do Brasil por AUK)
    3/5 Rotorua
    4/5 Tongariro
    5/5 Tongariro (Tongariro national park)
    6/5 New Plymouth (Rugby)
    7/5 New Plymouth (Egmont national park)
    8/5 Picton
    9/5 Nelson
    10/5 Nelson (Abel Tasman park)
    11/5 Arthur Pass
    12/5 Arthur Pass (Arthur Pass national park)
    13/5 Christchurch (Rugby)
    14/5 Mount Cook
    15/5 Wanaka (Mount Cook national park)
    16/5 Queenstown
    17/5 Queenstown (fiordiland national park)
    18/5 Queenstown
    19/5 Auckland (voo noturno de volta ao Brasil)

    Ia ser muito bom escutar sua opinião sobre o roteiro acima, ainda mais que esse foi nosso primeiro rascunho dele.

    Também gostaríamos de saber em quais sites você costuma pesquisar sobre os parques e caminhadas para que possamos escolher as trilhas que gostaríamos de fazer em cada parque.

    Obrigada mais uma vez!!

    Abs, Juliana

    1. Oscar Augusto Risch Diz

      Oi Juliana,

      A chance de neve é pequena, mas existe e olhando no roteiro de vocês o local mais provável de vocês pegarem neve certamente é na Arthur’s Pass e na Lindis Pass entre Mt. Cook e Wanaka e no caminho para o Fiordland National Park. Mas acho que não há grandes motivos para se preocupar com isso até porque mesmo se nevar ela não deve acumular.

      Que legal saber que vocês estão indo assistir a algumas partidas de Rugby.. Nem sei como é o calendário do All Blacks esse ano, vocês vão conseguir assistir alguma partida deles (mas geralmente acho que os All Blacks so jogam a partir de Junho/Julho) ou vão assistir ao Super Rugby?

      Como vocês estão indo na shoulder season não é necessário fazer reservas. Eu pessoalmente gosto de ter as coisas reservadas com antecedência, mas se forem reservar a medida que forem viajando vão no maximo pagar um pouco mais caro se por acaso estiver mais cheio (tipo final de semana). Acho que em Maio não tem nenhum feriado importante na NZ então vai mesmo de vocês. Só recomendo reservar o campground com antecedência se vocês quiserem ficar em Milford Sound. Lá as vezes pode não ter lugar mesmo na baixa temporada para quem não fez reserva com antecedência.

      Quanto ao roteiro acho que está legal só tenho algumas observações.

      1)Ir de New Plymouth até Picton no mesmo dia me parece meio puxado e ficar preocupado com o horário do ferry para Picton pode ser um pouco estressante. Eu aconselharia ficar em Wellington e pegar um ferry logo pela manha para cruzar o Cook Strait.

      2) Na noite do dia 11/5 eu iria sugerir vocês talvez ficarem ali em Punaikaki onde tem as Pancake Rocks e os Blowholes.. É interessante ficar por alí pois os Blowholes só “funcionam” com a maré cheia. Assim se vocies chegarem no final da tarde e a maré estiver baixa, vocês podem ver o Blowhole pela manha com maré cheia.

      Para informações sobre os parques e trilha na NZ sempre usei as informações do department of conservation.

      Acho que é isso por hora.

      Abraços

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